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FALA POPEYE

Por Lennon Herman · 2 de set ·7 min
FALA POPEYE

O TANQUE ESTÁ CHEIO — E, INFELIZMENTE PARA QUEM QUERIA ESCOLHER MAL, A CLASSE TAMBÉM

The Patethic ouviu oito GMs atualmente envolvidos na delicada arte de transformar derrotas em planejamento estratégico. Cruzamos seus Top 10 e descobrimos uma classe com um topo assustadoramente definido, 18 nomes diferentes recebendo votos e alguns dirigentes que aparentemente estão enxergando um Draft completamente diferente dos demais.

Por Marinheiro Popeye

Existe uma diferença fundamental entre perder e tankar.

Quem perde está triste.

Quem tanka assiste ao próprio time tomar 27 pontos no terceiro quarto e pensa: excelente noite de trabalho.

Foi justamente atrás desses cidadãos que o **The Patethic** foi nesta semana.

O jornal consultou oito GMs envolvidos diretamente na corrida pelas melhores posições do próximo Draft. Como nenhum deles parece particularmente interessado em admitir publicamente que conhece mais prospectos do que sistemas defensivos do próprio elenco, suas identidades serão preservadas.

Cada GM apresentou seu Top 10.

Resultado: 80 colocações analisadas e 18 jogadores diferentes citados.

E a primeira conclusão é bastante simples:

essa classe é forte.

Talvez forte até demais para a tranquilidade de quem passou meses desmontando elenco como se estivesse vendendo peças de um Corsa no Marketplace.

SEIS HOMENS E OITO GMS: O CONSENSO É BRUTAL

Em uma classe realmente bagunçada, os mocks costumam parecer listas feitas por pessoas que sequer assistiram ao mesmo esporte.

Aqui não.

John Havlicek, Jerry West, Dave Cowens, George Gervin, Bill Walton e Nate Archibald apareceram nos OITO Top 10 consultados.

Todos.

Sem exceção.

Ou seja: 48 das 80 posições disponíveis nos mocks foram ocupadas apenas por esses seis jogadores.

E dentro desse grupo existe uma aristocracia ainda mais nojenta.

Havlicek, West e Cowens foram Top 5 nos oito mocks.

Não houve sequer um GM disposto a jogá-los para baixo.

Havlicek teve a melhor posição média de toda a pesquisa: 1,63.

Jerry West ficou praticamente grudado nele, com média de 1,88.

Dave Cowens aparece depois, com média de 3,88.

Em outras palavras, se você está tankando esperando algum desses três cair para a sexta escolha porque "vai que os outros GMs inventam alguma coisa", tenho uma péssima notícia:

os outros GMs também possuem olhos.

HAVLICEK x WEST: A GUERRA PELA PICK 1

Se existe uma disputa real pelo trono dessa classe, ela parece reduzida a dois nomes.

John Havlicek e Jerry West.

Havlicek recebeu a primeira posição em cinco dos oito mocks.

West foi o número 1 nos outros três.

Nenhum dos dois saiu do Top 4 em qualquer lista.

Havlicek variou apenas entre 1º e 3º.

West, entre 1º e 4º.

É quase comovente.

Oito GMs diferentes foram convidados a elaborar seus próprios rankings e, no fim, todos chegaram basicamente à mesma conclusão:

"Escolhe um desses dois e tenta não estragar."

Para alguns dirigentes da FBA, evidentemente, essa segunda parte ainda representa um desafio considerável.

COWENS É O TERCEIRO HOMEM

Enquanto Havlicek e West duelam pelo topo, Dave Cowens parece ter encontrado uma residência permanente logo atrás.

O big apareceu entre 2º e 5º em todos os oito mocks.

Sua posição média de 3,88 mostra uma estabilidade absurda.

Ele talvez não provoque a mesma discussão sobre a pick 1, mas parece ser aquele prospecto que começa a ficar extremamente difícil de ignorar depois que os dois primeiros saem do tabuleiro.

O famoso:

"Não era quem eu queria, mas agora vou passar os próximos quatro meses dizendo que sempre foi."

GERVIN E WALTON: CRAQUES, MAS ALGUÉM SEMPRE TEM UMA TEORIA

Depois do trio principal começam as primeiras divergências interessantes.

George Gervin apareceu nos oito mocks, com média de 4,38.

Bill Walton, também unanimidade no Top 10, ficou em 4,50.

Os dois foram Top 5 em seis dos oito boards.

Mas aqui surge a diferença.

Gervin foi colocado tão alto quanto 2º e tão baixo quanto 8º.

Walton também variou entre 2º e 8º.

Isso não significa exatamente falta de confiança.

Significa que chegamos naquela região maravilhosa do Draft na qual cada GM começa a acreditar que descobriu uma informação secreta que os outros sete desconhecem.

Provavelmente depois de cinco minutos olhando atributos.

Os dois continuam dentro do grupo de elite da classe. A diferença é que, enquanto Havlicek, West e Cowens possuem pisos praticamente imunes aos mocks, Gervin e Walton são os primeiros nomes capazes de produzir uma pequena queda dependendo de quem estiver escolhendo.

E é aí que começa a diversão.

TINY ARCHIBALD: O PORTEIRO DO PRIMEIRO PELOTÃO

Nate "Tiny" Archibald talvez seja o jogador que melhor delimita as prateleiras dessa classe.

Também apareceu nos oito mocks.

Mas nunca foi Top 3.

Sua melhor colocação foi 4º.

A pior, 7º.

Média: 6,13.

Isso faz de Tiny uma espécie de fronteira natural do Draft.

Existe o primeiro bloco formado pelos cinco grandes nomes.

Depois aparece Archibald dizendo:

"acabou a promoção, senhores."

Se os mocks realmente refletirem o pensamento dos times que estão na parte de baixo da tabela, uma queda dele além da sétima posição seria bastante surpreendente.

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DEPOIS DISSO, SALVE-SE QUEM PUDER

É a partir daqui que os oito GMs começam finalmente a exercer aquela qualidade tão importante em uma liga:

discordar violentamente sobre coisas que daqui a seis meses todos afirmarão que eram óbvias.

Depois dos seis unanimemente presentes, aparecem:

JoJo White — 6 de 8 mocks
Bobby Jones — 5 de 8
Gail Goodrich — 4 de 8
Jerry Sloan — 3 de 8
Maurice Lucas — 3 de 8
Jamaal Wilkes — 3 de 8
Lenny Wilkens — 2 de 8
Bob Dandridge — 2 de 8

E depois temos os aventureiros solitários:

Bill Bradley, John Drew, Billy Knight e Bob Love receberam apenas uma aparição cada.

Nada representa melhor um Draft do que descobrir que alguém é o décimo melhor jogador da classe segundo um GM e aparentemente nem existe segundo os outros sete.

JOJO WHITE: QUASE CONSENSO, MAS SEM MUITO AMOR

JoJo White possui uma situação curiosa.

Ele apareceu em seis dos oito mocks, mais do que praticamente todo mundo fora do núcleo principal.

Só que sua melhor colocação foi 6º.

Posição média: 7,83.

Ou seja, muita gente gosta.

Ninguém está apaixonado.

É aquele prospecto que vários GMs aceitariam tranquilamente selecionar, desde que todos os jogadores que realmente queriam já tenham sido escolhidos.

Cruel?

Sim.

Mas este jornal não foi fundado para proteger sentimentos.

BOBBY JONES É O PRIMEIRO GRANDE INTRUSO

Bobby Jones apareceu em cinco dos oito mocks, chegando até a 5ª colocação.

Isso merece atenção.

Porque enquanto o Top 6 apresenta um consenso enorme, Bobby é o primeiro nome de fora capaz de invadir essa festa dependendo do avaliador.

E talvez seja justamente aí que uma pick intermediária fique interessante.

Se cinco dos oito times que estão olhando com carinho para o Draft enxergam Bobby dentro do Top 10, dificilmente estamos falando de um nome completamente periférico.

Talvez seja apenas o primeiro prospecto sobre o qual alguém vai dizer:

"Eu tinha ele bem mais alto no meu board."

Depois de selecioná-lo exatamente onde todo mundo imaginava.

18 JOGADORES PARA 10 VAGAS

Esse talvez seja o dado mais interessante de toda a pesquisa.

Foram apenas oito mocks de dez jogadores.

Mesmo assim, apareceram 18 nomes diferentes.

Isso revela duas características aparentemente contraditórias — e justamente por isso muito interessantes — dessa classe.

O topo é extremamente concentrado.

Seis jogadores apareceram em absolutamente todos os Top 10.

Cinco deles — Havlicek, West, Cowens, Gervin e Walton — formam claramente o coração do Draft.

Mas a profundidade é considerável.

Depois deles, 12 outros jogadores conseguiram entrar pelo menos uma vez em um Top 10.

Portanto, não estamos diante de uma classe na qual depois da sexta escolha começam a selecionar porteiro, primo do GM e jogador criado automaticamente pelo 2K.

Existe talento espalhado.

A dúvida é muito mais sobre ordem do que sobre existência de opções.

E isso importa bastante.

Uma classe fraca normalmente produz desespero rapidamente: três ou quatro prospectos realmente desejados e uma sucessão de GMs tentando convencer a própria torcida de que a escolha 9 "tem muito upside".

Aqui, pelo menos pelos boards consultados, existe uma quantidade razoável de nomes capazes de despertar interesse mesmo na segunda metade do Top 10.

O VEREDITO DO POPEYE

Depois de ouvir oito especialistas em afundar temporadas para tentar salvar franquias, meu diagnóstico é:

essa é uma classe forte, com um topo excepcionalmente seguro e uma segunda prateleira bastante profunda.

Havlicek e West parecem travar a verdadeira guerra pela primeira escolha.

Cowens vem imediatamente atrás.

Gervin e Walton completam um Big Five quase universal.

Tiny Archibald funciona como sexto homem desse grupo e também apareceu em todos os mocks.

Depois começa uma zona muito mais aberta, na qual Bobby Jones e JoJo White possuem vantagem, mas nomes como Goodrich, Sloan, Maurice Lucas, Wilkes, Wilkens e Dandridge podem subir dependendo do gosto do freguês.

No total, 18 prospectos diferentes receberam pelo menos um voto de Top 10.

Para quem possui uma escolha alta, excelente notícia.

Para quem passou uma temporada inteira tankando e mesmo assim acabar escolhendo errado…

Excelente notícia para nós.

Porque alguém precisa produzir conteúdo para o The Patethic.

E nada alimenta melhor este jornal do que incompetência administrativa.

— Marinheiro Popeye 🥬⚓
The Patethic — cobrindo o fundo do poço porque alguém precisa estar lá embaixo.

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